O evento esportivo mais inspirador do mundo começa em apenas alguns dias: atletas de mais de 170 países vão competir na maior edição dos Jogos Paralímpicos já realizada até hoje. A disputa por medalhas ocorre em 23 modalidades, do tiro com arco ao goalball, do voleibol sentado ao rugby em cadeira de rodas.

Ainda há ingressos à venda para alguns dos eventos mais empolgantes e prestigiados do Rio 2016 – e o público pode esperar por disputas acirradas, recordes mundiais quebrados, um desempenho inspirador do país-sede e uma celebração do espírito humano que permanecerá para sempre na memória.

 

Atletismo

1. É capaz de haver um momento histórico no Estádio Olímpico, em setembro: Markus Rehm, o “blade jumper” alemão, pode pular mais, no salto em distância, do que o vencedor Olímpico. O campeão mundial tem o recorde da categoria T44: impressionantes 8,40m. Rehm também é um velocista vitorioso.

2. Felipe Gomes, velocista cego vindo de uma das comunidades mais famosas do Rio de Janeiro, deve ser uma das estrelas dos Jogos. O campeão Paralímpico dos 200m na classe T11 quer alçar maiores voos no Rio 2016.

3. Alan Fonteles, que calou a platéia do Estádio Olímpio de Londres ao vencer Oscar Pistorius em 2012, vai defender o título dos 100m na classe T43.

 

4. Terezinha Guilhermina, que já teve Usain Bolt como seu guia em uma prova, é sem dúvida uma das atletas mais vibrantes do mundo. Mas a chinesa Cuiqing Lu deve dificultar a vida da brasileira na prova.

5. Sempre sorridente, a velocista Verônica Hipólito, de 19 anos, promete ser um dos rostos dos Jogos – e o estádio deve vir abaixo se ela subir ao pódio da categoria T38.

6. Os brasileiros podem não dominar tanto as pistas no Rio 2016. Treinado pelo lendário corredor de meia-distância Joaquim Cruz, também brasileiro, o americano David Brown tem batido novos recordes mundiais nos 100m e 200m da classe T11. Sua disputa com os anfitriões, no Rio, promete ser emocionante.

7. Johnnie Peacock, da Grã-Bretanha, ouviu seu nome ser gritado por 80.000 pessoas no Estádio Olímpico de Londres. No Rio 2016, ele defende o título da classe T44 nos 100m. Outro competidor forte é o americano Jarryd Wallace.

8. Outro americano, o campeão mundial de salto em distância Lex Gillette, parece bem cotado para quebrar um novo recorde na classe T11. Se levar o ouro, é bem capaz de sair cantando uma das músicas que compõe.

9. A lenda Paralímpica Tatyana McFadden lidera o time americano. No mês de setembro, a ganhadora de 11 medalhas tenta se tornar a primeira atleta a completar cinco provas de atletismo que vão dos 100m à maratona.

10. Com 14,61 segundos, Martina Caironi detém o recorde mundial nos 100m classe T42 – e pode melhorar ainda mais no Rio 2016. A atleta vai conduzir a bandeira italiana na cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos.

 

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Basquetebol em cadeira de rodas

11. Uma das partidas mais aguardadas do campeonato Paralímpico opõe Austrália e Canadá no dia 10 de setembro, pela fase de grupos. Em Londres 2012 e Atenas 2004, o Canadá levou a medalha de ouro vencendo a Austrália; o rival foi campeão sobre os canadenses em Pequim 2008.

Bocha

12. A competição da classe BC1 na Arena Carioca 1 opõe o holandês Daniel Perez e o britânico David Smith.

Canoagem velocidade

13. O australiano Curtis McGrath, campeão mundial, é um dos favoritos no Rio 2016, quando a classe VL2 fará sua estreia nos Jogos Paralímpicos. McGrath perdeu a perna com a explosão de uma bomba, em 2012, enquanto servia o exército de seu país no Afeganistão. Sua trajetória, desde então, tem sido das mais inspiradoras.

Ciclismo de estrada

14. Apenas um mês antes de completar 50 anos, o italiano Alex Zanardi vai defender a medalha conquistada em Londres 2012 na categoria H4. O ex-piloto de Fórmula 1 perdeu as duas pernas em um acidente, em 2001, e voltou-se de forma admirável para o ciclismo.

15. Na classe C2, outro veterano – o peruano-israelense Israel Hilario Rimas, 41 anos – espera ganhar a primeira a medalha Paralímpica para o Peru em 12 anos, inédita no ciclismo.

Ciclismo de pista

16. Sarah Storey, maior vencedora Paralímpica da Grã-Bretanha, compete nos Jogos pela sétima vez. Na Natação, a atleta ganhou cinco ouros, oito pratas e três bronzes Paralímpicos entre 1992 e 2004. Depois de mudar para o ciclismo, levou seis medalhas de ouro. É uma das grandes expectativas da classe C5.

 

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Esgrima em cadeira de rodas

17. É de se esperar muita vibração da torcida na Arena da Juventude quando o brasileiro Jovane Silva Guissone sacar sua espada. Medalha de ouro em Londres 2012, ele está pronto para repetir o triunfo no país natal. “A pressão será inevitável, mas precisamos saber controlar e não deixar que prejudique”, disse ele, em maio.

Futebol de 5

18. Ninguém duvida qual seja o time favorito no Rio 2016: o Brasil ganhou todas as medalhas de ouro do esporte e nunca perdeu uma partida em campo Paralímpico. No estádio, a torcida promete vibrar quando estrelas como Jefinho comandarem o time em busca da vitória. No Rio, Brasil, Marrocos, Irã e Turquia competem no Grupo A; no grupo B, Argentina pega México, China e Rússia.

Futebol de 7

19. O esporte promete se despedir dos Jogos Paralímpicos em grande estilo. Um dos pontos altos do torneio será a disputa entre Brasil e Ucrânia, atual campeão do mundo e medalha de prata em Londres 2012.

Goalball

20. O goalball é um dos mais fascinantes esportes Paralímpicos. No Rio 2016, o favorito Brasil pode acertar as contas com a Finlândia, de quem perdeu por 8 a 1 na disputa pela medalha de ouro em Londres 2012 – para depois vencer por 9 a 1 no campeonato mundial de 2014.

 

 

Halterofilismo

21. O Rio 2016 pode testemunhar um momento histórico: atleta Paralímpico mais forte do mundo, o iraniano Siamand Rahman espera alcançar a marca dos 300kg e levar a medalha da categoria acima dos 100kg. O atleta quebrou o próprio recorde este ano, na Copa do Mundo de Dubai, com 296kg – e espera manter o título de campeão conquistado em Londres 2012.

Hipismo

22. O cavaleiro austríaco Pepo Puch ganhou uma medalha de ouro memorável na classe 1b em Londres 2012, quatro anos depois de um acidente que o deixou paraplégico e apenas alguns dias após a morte de sua mãe. No Rio 2016, ele enfrenta o lendário atleta britânico Lee Pearson, que compete pela quinta vez nos Jogos Paralímpicos.

Judô

23. O Brasil tem tradição no esporte – tanto nos Jogos Olímpicos quanto nos Paralímpicos. E Antonio Tenorio, o primeiro judoca a ganhar quatro ouros Paralímpicos consecutivos, espera conquistar outra medalha, dessa vez em casa, para juntar à estimada coleção.

24. Prata em Londres 2012, Lucia Araújo é uma das maiores esperanças brasileiras na competição feminina da categoria 57 kg. No ano passado, a atleta levou o ouro nos Jogos Parapanamericanos de Toronto.

Natação

25. A maior estrela Paralímpica brasileira é provavelmente o medalhista Daniel Dias, dez vezes campeão. Em 2015, o atleta ganhou sete ouros e uma prata no campeonato mundial em Glasgow. Dias compete em uma série de eventos na classe S5, incluindo os 100m peito, 50m borboleta e 50m livre.

26. André Brasil, nadador da classe S10, também promete trazer a arena abaixo se conquistar mais medalhas para sua coleção. Em Pequim 2008 e Loondres 2012, ele trouxe três ouros e duas pratas para casa.

27. O canadense Benoit Huot, vencedor de 19 medalhas Paralímpicas na classe S10, volta para sua quinta participação nos Jogos. “O tubarão”, como é conhecido pelos colegas, estreou nas competições Paralímpicas em Sydney 2000.

28. Nas competições femininas, a espanhola Maria Teresa Perales quer garantir a medalha nos 100m livres pela quarta vez seguida antes de abandonar as competições Paralímpicas.

29. A brasileira Verônica Almeida ganhou o bronze em Pequim 2008 e em Londres 2012 – e pode fazer a arena aquática vir abaixo se finalmente levar o ouro no Rio 2016. Verônica detém o recorde mundial na natação em alto mar.

 

 

Remo

30. Depois de ganhar a medalha de prata em Londres 2012 – e não perder nenhuma prova desde então –, o australiano Erik Horrie tem dominado a classe AS masculina. Nos campeonatos de 2015, ele garantiu o terceiro título mundial.

Rugby em cadeira de rodas

31. Os quatro maiores times do esporte são os Estados Unidos, número 1 do ranking, a Austrália, campeã em Londres 2012, a Nova Zelândia, ouro em Athenas 2004, e o Canadá, três vezes segundo colocado. Todos vêm para o Rio 2016 e garantem uma boa dose de ação e expectativa.

Tênis de mesa

32. Natalia Partyka é uma das raras atletas que competem tanto nos Jogos Olímpicos quanto nos Paralímpicos. A estrela polonesa nasceu sem a mão e o antebraço direitos – para sacar, apoia a bolinha no braço e usa a raquete com a mão esquerda. Três vezes campeã Paralímpica nas individuais femininas da classe 10, ela não perde uma partida desde 2008.

Tênis em cadeira de rodas

33. No masculino, algumas das maiores estrelas do esporte vêm para o Rio 2016 em sua melhor forma. Em julho, o britânico Gordon Reid ganhou a competição inaugural individual em Wimbledon depois de vencer o Australian Open. Ele também competirá em duplas ao lado de Alfie Hewett, de 18 anos. Outros candidatos ao ouro são o argentino Gustavo Fernandez, o francês Stephane Houdet, prata em Londres 2012, e o japonês Shingo Kunieda.

34. Na competição feminina, ninguém parece bater as holandesas. Em Wimbledon, Jiske Griffioen ganhou seu quarto título do Grand Slam, batendo a compatriota Aniek van Koot por 4-6, 6-0, 6-4. Ambas competem nas duplas no Rio 2016. A brasileira Natalia Mayara, porém, espera repetir o pódio – nos Jogos Parapanamericanos de 2015, ela trouxe duas medalhas de ouro para casa.

Tiro com arco

35. Primeira mulher iraniana a ganhar uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, Zahra Nemati tornou-se uma das atletas mais populares de seu país. Quatro anos após o feito, ela vai defender o título no Rio nas provas do arco recurvo individual W1/W2 – e inspirar outras mulheres pelo mundo. Será uma das poucas esportistas a competir tanto nos Jogos Olímpicos quanto nos Paralímpicos e carregará a bandeira iraniana na cerimônia de abertura do Rio 2016.

36. Matt Stutzman, o “arqueiro sem braços” americano, compete no evento individual. É dele o recorde mundial para a maior distância já atingida por uma flecha.

Tiro esportivo

37. Estes provavelmente serão os últimos Jogos do sueco Jonas Jacobsson, sem dúvida o maior esportista Paralímpico da modalidade. Desde 1980, quando tinha 15 anos e começou a participar do evento, , ele ganhou 17 medalhas de ouro.

Triatlo

38. Quem será o vencedor da primeira competição Paralímpica de triatlo? Dentre os 60 participantes, fique de olho na americana Melissa Stockwell, primeira mulher a perder uma perna em combate – ela servia o exército no Iraque quando foi atingida pela explosão de uma bomba.

Vela

39. O alemão Heiko Kroeger tentará recuperar o título Paralímpico que conquistou 16 anos atrás – se conseguir, será um dos maiores intervalos em campeonatos individuais na história do esporte. Aos 50 anos, ele participou de todas as edições dos Jogos desde que a vela foi incluída no programa, em Sydney 2000.

Voleibol sentado

40. Quando o Irã encontra a Bósnia-Herzegovina no voleibol sentado, o mundo para e assiste. No Rio 2016, os dois times – que se enfrentam nas finais Paralímpicas desde Sydney 2000, com vitória para os europeus em Londres 2012 – estão no grupo B da competição masculina. O Brasil, no grupo A, é dono das medalhas de ouro dos Jogos Parapanamericanos de 2011 e 2015.

 

fonte: www.rio2016.com

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